Falemos um pouco da homenageada.
Ana Lins dos Guimarães Peixoto era o verdadeiro nome de Cora Coralina.
Aninha ou Anica era a quarta filha de Jacintha e Franscisco e nasceu na casa velha da Ponte, ao lado do Rio Vermelho que corta a cidade de Goiás.
Cursou apenas 3 anos na escola de ensino primário da Mestra Silvina.
Naquele tempo, final do século XIX, meninas não precisavam de estudo. Bastava conhecerem as prendas do lar para arrumar um casório.
Muitos pais chegavam a proibir as filhas de estudar, assim não saberiam escrever cartas para os namorados.
Aninha se considerava feia, franzina e desprezada pelas irmãs mais velhas. Era muito observadora dos costumes do seu tempo desde pequena. E lia tudo o que lhe chegasse às mãos.
Através de seus contos e poemas relata como uma verdadeira repórter os fatos comuns das casas de Goiás, da casa velha da Ponte, as estórias dos becos e das igrejas.
Conseguiu notoriedade apenas na terceira idade, mas sempre escreveu, desde bem moça.
Aos 14 anos, fundou o jornal feminino A Rosa. Foi quando criou o seu pseudônimo Cora, de coração, Coralina, de vermelho.
Frequentava saraus, lia poesias. E foi num desses saraus que conheceu Cantídio Tolentino Bretas, delegado recém nomeado vindo de São Paulo.
Era o ano de 1911 e a jovem Cora estava para encontrar o seu destino...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
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